terça-feira, 1 de maio de 2012

A mal amada (conto)


A mal amada

Não há outra resposta. D. Flora realmente era uma mulher muita rancorosa. Para ela nada estava bom, em tudo arrumava defeito. Exceto seu patrão. Naquele, não é que não encontrava defeito! Pra ser sincero, era ele o erro em pessoa, ainda mais por ter parado na vida dela.

O pior de tudo, seus rancores já estavam se infiltrando na minha vida. Também, com ela buzinando nos meus ouvidos o ano todo, sua voz parecia ter dominado a minha mente. Era impossível ficarmos um dia sem nos ver. Não que eu não gostasse da sua companhia, mas o destino era tão cruel comigo, pois o dia em que eu ousava a esconder-me dela, o destino nos surpreendia e isto, quando na maioria das vezes, eu não sonhava com ela. Cruz credo! Mas era verdade!

Era assim a minha vida desde que a conheci. Meus amigos eram a fonte do descarrego todas às vezes que eu precisava fazer algum desabafo das maluquices de D. Flora! Desabafo que muitas vezes eu percebia o quanto eles jamais desejariam um dia conhecê-la. Afinal, o que para mim era um sufoco, em saber que no dia seguinte iríamos nos encontrar, para os meus amigos, era um desespero, uma grande sacanagem do destino, de um dia junto a mim, encontrá-la e dali adiante terem a consciência do meu tormento.

D. Flora era uma mulher insuportável, o dia em que ela não abria a boca para falar mal do patrão, era capaz de no dia seguinte amanhecer doente.

Eu, com a pouca sabedoria que Deus havia me dado, procurava o máximo que podia correr dela. Tinha vezes que eu pegava, ou melhor, procurava pegar a condução atrasado ou mais cedo, só para não encontrá-la. Mas o destino persistia em ser cruel na minha vida; pois sempre nas minhas tentativas, D. Flora estava presente nas mesmas conduções.

Tinha dias em que eu procurava apelar para o destino, escondido atrás de uma árvore ficava esperando até que meus olhos presenciavam-na tomando a condução, deixando o ponto de ônibus, no qual, em poucos instantes teria eu que utilizá-lo para o trabalho.

E olha que eu conseguia! Porém, já no meio do trajeto, o destino que acostumava ser cruel comigo, mais uma vez impiedosamente me apunhalava pelas costas. A condução cujo eu estava, viria a socorrer os passageiros da linha anterior, passado minutos antes da minha condução.

Aquilo era fatal. Aquilo detonava o meu dia. E para se agravar, havia dias que pegávamos a mesma condução com uma moça de bela aparência, mas muito atrevida. Diante dos olhares de D. Flora, ela era uma santa; mas, por detrás, vivia imitando-a para mim.

Com receio de alvoroçar a fúria de D. Flora, eu nunca a dedurei, apesar de sempre a minha intenção era de causar o que se passava por minha mente, junto à D. Flora a enchê-la de bofetadas.

Diante de tudo aquilo que há anos acontecia comigo, e eu, nas minhas fragilidades, sempre desabafando aos meus amigos, conselhos era o que não me faltavam, volta e meia, ouvia deles que eu precisaria ser franco com D. Flora. Tudo bem! Força e vontade eram o que não faltava, mas diante das apreensões que ela sempre me causava, nunca tive coragem de realizar aquele velho desejo. Pois, sempre que pintava o velho desejo em mim, em leoa ela se transformava, por mais que eu nunca a barrei em seus desabafos.

O tempo ia passando. Foram seis anos dentro daquela rotina que aparentavam mais a um massacre de Hitler. Porém, o dia em que resolvi enfrentar este pepino de cabeça erguida, algo nos surpreendeu...

Era uma manhã fria... Eu e D. Flora como de costume havíamos pegado a mesma condução. Com as palavras já ensaiadas na ponta língua para soltar a ela, D. Flora me dá um toque:

— Fique esperto! Aquele pilantra está mal intencionado. – alertava ela aos sussurros, enquanto andávamos pela mesma calçada a poucos metros de distância do tal suspeito.

Eu, sem querer engolir as palavras às quais já havia passado à noite preparando a ela, num resmungo só respondi um “Anrran”.

Mas ela com um olhar de leoa sobre o indivíduo, ao resmungo prosseguia:

— Se ele ousar em relar a mão na minha bolsa, eu acabo com a raça dele.

No entanto, nos passos continuávamos, algo que o indivíduo também.

Nossos encontros aconteceram...

Ao desespero fiquei, pois diante do que eu ali presenciava, as palavras que eu havia passado à noite preparando-a para falar, sumiram, sem ao meu desejo realizar.

Mas, os berros que por ali se escutavam eram fatais, pois até as redondezas paravam e se aglomeravam para ver:

— Ai! Ai! – gemia o mau elemento de tanta dor.

— Tome safado! – enfurecia-se D. Flora, atacando-o com várias bolsadas, logo que lhe havia lançado ao chão, através de uma rasteira com as pernas. — Não vim ao mundo para apanhar de marmanjo! - Era o que ela contestava sempre que o mau elemento, mesmo caído no chão, procurava-se defender, segurando as mãos dela.

Para ela, poderia parecer que ele estava lutando, mas para quem via de fora, dava pra perceber que não era nada daquilo. Ele, na realidade, procurava apenas escapar das suas garras. Garras parecidas com as de leoa.

Alvoroço somente interferido com a chegada do camburão da polícia.

D. Flora mesmo longe de ser a vítima daquela circunstância, procurou-se defender como pôde, já que pelo levantamento da polícia, sua vítima tinha passagem pela justiça.

Por fim, D. Flora e o “mau elemento” foram levados à delegacia. Já eu, por estar à sua companhia, também não me faltou convite. Convite não, lugar no camburão, pois, ninguém me ofereceu um passeio na viatura. Com empurrões, junto ao “mau elemento” fui conduzido à delegacia.

Uma turnê que durou quase duas horas.

Meu tempo de permanência por ali acabou. O de D. Flora com o “mau elemento” também.

Porém, como já havia avisado ao meu serviço que chegaria atrasado naquele dia, saí aliviado dali, afinal, saí dali sem denegrir a minha imagem.

Entretanto, cansado das neuroses de D. Flora, decidi a partir daquele dia não pegar mais condução.

Comprei uma bike e por incrível que pareça fiquei bons meses sem vê-la.

Diante de toda aquela situação em que já havia passado, meses sem vê-la, foi a melhor coisa que poderia ter acontecido em minha vida, até que...

Já com D. Flora longe dos meus problemas, caminhava eu sossegado pela ciclovia com destino ao trabalho, quando de repente... Uma brusca freada eu ouço próximo a minha bike. Assustado, me desequilibrei, caindo ao chão, melhor, esticando-me ao chão.

Naquela hora, pensei que tivesse me chocado bruscamente com o tal veículo. Já estando mal de saúde, sem esforço, procurei não me levantar até que conseguisse sentir o meu corpo saudavelmente. Realmente eram dores. Mas dores do impacto da queda ao chão.

Devagarzinho dei uma leve levantada manhosa com a cabeça, cena que chamou a atenção da pessoa que estava mais próxima de mim.

— Calma aí! Eu ti conheço... – alegava a voz, a mesma que aparentava se aproximar de mim. E estava mesmo, aliás, mesmo com minha visão ruim, pude enxergar seja lá quem fosse, num coquinho aproximar-se do meu rosto. — Você é...

— Cruz credo! – horrorizava-me aos pensamentos, reconhecendo aquela voz. — A senhora está enganada.

— Não estou não. – insistia ela, me levantando, logo procurando socorrer a minha bike.

Leoa, como eu a conhecia, procurei não contrariá-la. Dei de inocente, poupando os gemidos e procurando me levantar, chegando até a bike.

— Você não está bem. – concluía ela, recusando a me passar a bike.

— Estou sim.

— Não está não. Quer ver? - afrontava ela, dando uma cutucada de leve em um dos meus braços. — Nem parece que caiu de uma bike. Parece mais que foi jogado do décimo nono andar.

— É que estou um pouco assustado.

— Sei. Vem cá! – ordenava ela, me puxando cuidadosamente até o veículo. — Entra aqui. Eu te levo ao serviço.

Sem força alguma, eu a obedeci. Enquanto ela assim que me colocava no carro, fechava a porta traseira com uma agilidade colocando minha bike no porta-malas. Após alguns segundos, colocando o carro em movimento. Com o carro em movimentação. D. Flora não se inibia, pegava a falar, primeiro, me apresentou a moça que estava em nossa companhia. Algo que me surpreendi, pois a moça, era a tal folgada que vivia imitando D. Flora no ônibus para mim. Moça desinibida, por ali, fez de conta que não me conhecia, era como se acabássemos de nos conhecer.

— Olha isso! – interferia D. Flora em nossos momentos, exibindo a mão direita e num dos dedos o anel de compromisso.

Experiente dos últimos meses que a conheci, não disse mais nada do que um simples “Anrram”.

— Vou me casar! – deslumbrava-se ela, enquanto a outra, soltava um sorriso sombrio.

— Mas eu nem sabia que a senhora estava namorando! – apelava eu, enquanto a irônica, ria novamente.

— E quem disse que você precisava saber? Filho, eu não nasci pra viver sozinha.

— Desculpe!

— Não precisa se desculpar. Apenas adivinhe com quem vou me casar...

Sentindo-me numa saia justa, apelei para um sorriso forçado, alegando:

— Desculpe! Mas não faço a menor ideia.

Saturada da minha falta de imaginação, mas empolgada para soltar logo a fofoca, ela logo dizia:

— Sabe aquele manezão do meu ex-patrão? Pois nós vamos nos casar. Inclusive estava a sua procura para que em companhia "dessa daí", serem os padrinhos do meu casório.

— Eu?! – estremeci, surpreendido com o convite.

— Por que não? Conhece bem a minha história.

— Também acho. – intrometia a moça, maliciosamente piscando um dos olhos.

Na verdade eu não queria, pois, não sabia que mudanças havia tido D. Flora nos últimos meses em que não a vira. Fora, que o meu santo não batia com o da moça.

Meses se passaram...

Era um sábado ensolarado. O salão onde aguardávamos os noivos, estava lindo. E bota lindo naquilo!

Bem, mais linda estava a fingida, quer dizer, Mônica, era esse o nome dela. Sua presença no casamento estava deslumbrante. Pois, vários suspiros conseguiu arrancar de mim, incrementado com o batuque do coração.

Não sei bem, se era amor.... poderia ser paixão. A única coisa que sei é que eu já estava passando dos meus limites de tanta deslumbração que Mônica trazia aos meus olhos.

Não sei se Mônica havia percebido, mas justo naquele dia, ela havia me tratado diferente, nem uma ironia da parte dela sobre D. Flora eu ganhei.

D. Flora? Ela nem parecia ter existido por àquelas horas.

Conversamos bastante. Nossa! Que Mônica interessante eu pude conhecer! Não sei não, mas ela aparentava sentir algo a mais por mim também! Era o que eu enxergava nos olhos dela!

Nossa conversa estava tão boa, que eu me entreguei de vez. Lógico, cometendo um vacilo. Esquecendo de convidá-la para se sentar. Algo que partiu dela. Eu? Eu procurei atender na mesma hora. Mas por incrível que pareça, a noiva apareceu, digo, D. Flora apareceu. Ela na entrada do salão. Já o seu ex-patrão, digo, o noivo, próximo ao altar; onde o destino os uniriam para sempre.

Nossa! Pela maneira que o noivo a recebia, D. Flora parecia nunca ter falado a verdade sobre ele. Ele era completamente diferente das suas calúnias. Bem, deveria ser pelo amor ainda não correspondido.

A cerimônia prosseguiu. Os pombinhos se casaram.

A hora do buquê também chegou, arrastando a maior parte das mulheres que por ali estavam para a disputa de quem o pegaria. Lógico, Mônica foi junto.

O lance do buquê foi em contagem regressiva até três. Mônica foi a que pegou. Diante dos que já haviam presenciado aquela cena, Mônica foi correndo mostrar para mim.

Dei de surpreendido, afinal, exceto o momento a dois dos noivos, o lance do buquê é a próxima atração do casamento que ninguém fica de fora. É o que vira assunto no casamento.

Depois daquele dia, “D. Flora” nunca mais a vi. Parece que junto do outro, vivem em outro canto da cidade.

Já a Mônica, estamos aqui juntinhos, para esta história te contar...

CONTO: Te quero porque te amo (1ª parte)


Te quero, por que te amo
(1ª parte)
Há dias eu estava sem nada a fazer, ponto de arrefecer-me. Algo em que nas poucas ousadias que me restava perambulava-me pelas ruas. Rotina sem gosto que na maioria das vezes estonteava-me. Algo que me compelia a fazer uma parada obrigatória. Enfim, tinha um lugar que era o meu ponto ideal. Era o local onde na maioria das vezes cruzava-me com uma linda mulher. E que mulher! Seu corpo era o tal, cujo meus olhos nem mesmo por tão perto estar, espreitava furtivamente sob aquele corpo delineado. Algo impossível de renegar, já que a linda mulher, sempre que surgia, transformava aquela cena em algo que me fascinava impossibilitando até mesmo eu de governar o meu pescoço e coração. O tempo passou. Tempo maldito! Daquele trajeto, por mudança de emprego tive que de lado deixá-lo, exceto os meus dias de folga, já que meu serviço era de escala corrida; então na maioria das vezes sempre folgava um dia útil; dia suficiente para me restabelecer do vazio que a ausência daquela mulher me atordoava.  O desejo, o sufoco, a dependência de começar a ter contato com ela obrigou-me em arrumar um meio de aproximar-se dela conquistando sua amizade. Sua voz foi a gota d’água. Que voz! Diante daquilo, descobri que cada dia que passara e que cada coisa que eu fizesse para conquistar sua amizade, nada poderia dar errado. Afinal, ter a sua amizade era essencial. Pois, com a sua amizade tudo tornaria mais fácil. Eita, mulher difícil! Não foi mole cativá-la, não. Pois, por mais que ela alegava nunca ter-se apaixonado por um homem, confessou-me o medo de isso acontecer.

Como amigo procurei alertá-la de que este pensamento era um mito que jamais pudesse ou não ter uma resposta, se ela não abrisse o próprio coração, permitindo-lhe passar por isso. Por amor a ela, eu não desisti da batalha. Lutei até o último instante. Pois sem ela, eu não poderia ficar; ainda mais como amigo. Ao longo da nossa amizade, tivemos o nosso primeiro encontro, sem ser como amigos. Só não rolou sexo. Mas foi por pouco. Não a forcei, apesar de que o desejo não era de forçá-la, mas de implorá-la para que “esse” bendito momento rolasse entre nós.

Num certo dia, devido aos problemas que eu estava levando financeiramente, por deslize do meu lado humano, minimizei minha atenção a ela, mas, só a atenção, pois, o amor e a necessidade de tê-la, jamais. Isso ela notou. Nesse exato dia, recebi por volta das quatro da tarde, ainda de expediente de serviço, um recado dela, da qual assim que saísse do serviço, era para eu procurá-la no seu apartamento. Recado pegado. Recado cumprido. Cheguei por lá às sete da noite. Entrei logo a cumprimentando e beijando. Um beijo que eu não sei bem... não consigo imaginar, se, saciou a minha sede de amor ou se transbordou ainda mais o meu sentimento a ela. Ah! Isto é difícil de expressar, mas para aqueles que já amaram ou está amando sabe muito bem do que estou falando. De todos os beijos que rolou entre nós, aquele foi o mais provocante. Não da minha parte, mas da parte dela. Pois, da minha, eu confesso, sempre procurei dar o melhor de mim, afinal, eu a amava, e estar junto dela era o melhor presente que Deus poderia ter-me dado. Sistemático, mas ao mesmo tempo fascinado pela recepção, a um riso moleque dei uma breve pausada perguntando se estaria tudo bem. Tímida, mas empossada a um suspiro que vim a entender que era para continuarmos, não disse mais nada, do riso manobrei os lábios entregando-a de vez. Beijo bom! Beijo gostoso! Ainda estávamos na porta. Cena que só fomos cair na realidade quando nossos movimentos já se falavam mais que atitudes de namorados. Entramos, conversamos um pouco e logo, ali naquele apartamento tudo rolou. Tudo. O início de uma das melhores fases da vida de um homem. Entregamos um ao outro, sem receio, apenas de corpo e alma. De corpo e alma! Palavras tão ocultas. Palavras tão abstratas, mas, com um significado lúcido na vida daqueles que já passaram por um desses momentos. Dizem que mulheres são todas iguais. Não é não. Com a amada é diferente. É tudo mais fantástico. É como se fosse o produto original com a melhor qualidade. A partir daquele dia, a vida dentre nós tudo aconteceu com mais frequência. Envolvemos tanto que logo descobrimos que não daríamos apenas para ficar levando a vida, daquele jeito. A cerimônia entre nós aconteceu. Apaixonados um pelo outro, casamos justamente no dia em que completaria seis anos em que eu havia lhe pedida em namoro.

Tínhamos tudo para honrarmos no que no dia de cerimônia juramos um ao outro, como um pacto, até o fim da nossa jornada. Tentamos nosso primeiro filho, mas ele não se vingou. Abatidos, unimos curando “a maldita ferida” que a vida tinha nos feito, após anos mais tarde, preparando-nos para o segundo filho. O segundo! O segundo tinha tudo pra dar certo. E deu, até aos nove meses. Poucos dias para ganhar, a tragédia aconteceu. O bebê não aguentou! Ela, fisicamente sobreviveu da hemorragia não prevista. Mas psicologicamente, ficou hiper-arrasada. Demos mais um tempo a nós mesmo, a fim de compartilhar nossos amparos, somente mais adiante tentando o terceiro. Mas a vida nos surpreendeu... Anos passados, Ana, minha esposa, decidiu que não queria o terceiro do próprio ventre, assediou-me e tanto, até que me convenceu e adotamos uma criança. Pacto selado, mas com as pequenas condições: primeira, a criança deveria ser de uma cidade de longe e de preferência quem viesse a ser a babá, também deveria ser de outra cidade, assim ninguém precisava saber que essa criança seria nosso filho adotivo e tão pouco a babá ficaria especulando nossas vidas.

A trinta quilômetros de onde morávamos, adotamos Douglas.  Não sei como, mas uma babá de outra cidade a quinze quilômetros da nossa, soube da vaga que estaríamos necessitando e suplicou-nos para contratá-la. Ela era formidável, cativadora.  Ficamos com ela e nos demos tão bem que por intermédio dela contratamos Élder, nosso motorista. Nos primeiros anos deles juntos de nós, tudo foi maravilha! Deixávamos o pequeno Douglas com eles a fim de recurtirmos a vida de namorados. Tempo suficiente para que Douglas começasse a chamar a empregada de mãe. Minha esposa não gostou daquilo, e por várias vezes retrucou-se com a própria babá. O motorista, ele era mais na dele. Mas tinha vezes quando estávamos todos juntos, em seus olhos, eu via alguma coisa, só não entendia o recado que aqueles cintilantes olhos, acrescentado a um semblante pensativo fazia dele. De início procurava não levar aquilo a sério, mas depois, de tanto minha esposa começar a pegar no meu pé de que a presença da babá já estaria virando nossas vidas de cabeça pra baixo, resolvi levar a sério, mesmo em segredo. Daria o céu para entender que recado era aquele. Mas Deus nunca me deu sabedoria. Já a ele, cara esperto, não é que ele entendia a minha indagação às suas atitudes!? Sempre que ele me via, despencava os olhares, saindo de perto. Tinha época em que até procurava ficar longe de mim. Estratégico, eu sempre procurava convidá-lo a sentar-se junto a nós, mesmo desinibido, ele, o recado atendia. Já a babá, ela era mais espaçosa, minha esposa nem precisava convidá-la, principalmente quando se tratava de Douglas. Tinha vez que parecia que era ela a mãe do nosso filho. Minha esposa tinha momento que até chegava ser rude com ela, arrancando Douglas do braço sem ao menos dar-lhe uma explicação ou licença. Cenas. Acontecimentos. Fatos. Uma bola de neve que começou a causar-me insônia. Por esta eu não esperava, mas a babá estaria tendo o mesmo problema do que eu. Sem deixar as coisas vir à tona, pequei três vezes ela zanzando pela casa. Na primeira, não perguntei, afinal ela se demonstrou muita inibia. Na segunda, perguntei, mas ela disse que estaria matando a sede. Na terceira, a mesma resposta. Hoje, quando caio na realidade, tenho dentro de mim uma resposta diferente. Suas andanças pela casa, tenho mais do que certeza de que era para espionar nossas fraquezas ao terrível plano que ela estaria cometendo contra nós. Tudo começou vir à tona quando Cleuza foi pega em flagra por Ana obrigando nosso filho a chamá-la de mãe. Douglas já estará nos seus três anos. Ana ententeada com o fato desabafou em palavras o rancor que há anos estaria guardando a ela. Cleuza constantemente implorava perdão, momento em que assustava e muito Douglas. Élder precisou interferir, tirando Cleuza da sala. Momento em que Ana ligava-me avisando que Cleuza haveria de me procurar acertando os seus direitos trabalhistas, mas que não era para eu dar atenção às suas palavras, enfim, em poucas palavras, mas a um tom bastante áspero, Ana contou-me o motivo. Algo que de momento enfureci dando razão a ela. Decisão que não tivemos sorte de levar o assunto adiante, afinal, Douglas ficou doente e sem recurso tivemos que recontratá-la, após duas semanas. Atitude desastrosa. Momento adequado para que de uma vez Cleuza colocasse em prática os planos malignos. Atos estranhos em minha casa começaram acontecer, várias vezes eu pegava pista que me levava a crer que algo de errado estaria acontecendo entre Ana e Élder. Eu não queria acreditar, afinal, eu nunca suspeitava da minha esposa. Fora que eu a amava, e ela, sempre procurou estar do meu lado, jamais procurando despertar meus pensamentos infames. Ana jurava que me amava, da qual jamais me trairia por outro; mas as pistas eram constantes... Num determinado dia, cheguei de manhãzinha em casa, devida a uma viagem de serviço que me fez ficar uma semana e meio, fora de casa. Peguei com os meus olhos, minha esposa despida dormindo, enquanto roupas de Élder também estavam lá. Já ele, havia saído. Isso não me deu escolha. A primeira coisa que fiz foi tocá-la de casa, sem ao menos se preocupar com a escolha. Élder foi junto. A casa, mesmo que Douglas, meu filho a quem tanto amava e continuava comigo, a casa aparentava vazia. A atenção de Cleuza dobrou de vez por ele, mas para mim, eu nem me preocupava com aquilo. Afinal, Ana fui capaz tirar de casa, mas não do meu coração. Meu coração estava tão pensativo a ela, que tinha hora que eu jurava que era nele que ela, ao corpo terreno estaria morando, afinal, eu não lhe tirava um segundo dos meus pensamentos. Vivia-me perguntando – Ana, aonde está você? Perguntas pesadas, afinal, eu a amava e tanto, que se não tivesse a companhia do “maldito orgulho”, eu sairia a qualquer momento desesperado de casa pelas as ruas na sua procura. Por anda Ana? Ana, por aonde você anda? Meu psíquico cobra-me vinte quatro horas. Era dia e noite. Minha casa tinha três empregadas: a babá, a cozinheira e a secretária do lar. Todas sentiam em carne viva o desespero que eu tolo tentava disfarçar que já não sentia por Ana. Cleuza era a única que não tocava comigo sobre este assunto. Afinal, comentava-se pela casa que ela sentia e muito a falta de Élder. Vim, a saber, dentre desse terrível período que eles eram até namorados. Um dia, pasmado com essa notícia procurei chegar nela desmitificando esta curiosidade, mas Cleuza recusou a tocar neste assunto, alegando que necessitava se amparar nas poucas forças que restava pra cuidar de Douglas. Afinal, Douglas estaria sofrendo e muito com aquela tragédia. Aquilo me surpreendeu! Momento da qual comecei a criar carisma e forte por ela. Nossa! Como uma mulher que estaria passando pelos problemas de Cleuza, ainda continuava a viver naquela situação?! Ainda muito abatido com a situação que estaria passando, procurei respeitá-la, apenas admirando-a ao silêncio. Ana continuava a fazer falta para mim. Mas pelas conversas que pude pegar pela casa, ela, aparentava ter-me esquecido. Sempre que podia vinha em casa, mas sempre no horário que eu não estava. Fiquei até sabendo que em papel de divórcio Ana estaria agilizando junto do direito de ficar com Douglas. Pra dizer a verdade, eu ainda não estaria se recuperando de nada. Melhor, confesso, com o tempo em que estaria passando, a cicatriz que a vida há pouco mês havia feito, nem um por cento eu havia me recuperado. Parecia tudo recente. Deitava, dormia e levantava, entretanto, tudo ainda parecia recente nas minhas memórias, era como se tudo tivesse acontecido ontem. “Mas”, entrar com papel na justiça para tirar Douglas de mim, era fatal! Poderia não parecer. Mas era ele, a única coisa que me animava a levar o barco adiante. Procurei por orgulho o máximo que podia ficar longe de Ana, mas desta vez foi diferente. Tive que procurá-la e sobre este assunto conversar. Nosso encontro aconteceu! Foi na casa de uma de suas amigas, uma das madrinhas do nosso casamento. Fria, Ana me tratou, mas, eu, só em olhar nela, impossibilitei-me de conversar somente sobre Douglas. Tive que confessá-la sobre o amor que ainda tinha por ela e sua ausência que estaria me matando aos poucos. Ana foi incrível! Por mais que seus olhos demonstravam que minhas palavras estariam penetrando no seu coração, sua face, seus lábios pareciam não me perdoar. Repentinamente pedia-me que parasse de falar, mas eu não conseguia, a importância da sua presença era mais forte. Chorei. Implorei. Confessei a ela, tudo o que meu coração por aquele mês havia passado. Ela, em palavras alegava que fui injusto e o que eu havia avistado dela com Élder fora cilada de alguém de dentro da própria casa. Com um leoa faminta, em sua bravura despencou em mim tudo o que também gostaria de falar. Nossa! Eu não sei o que aconteceu comigo naquele instante. Não sei, se era a minha necessidade tamanha de vê-la ou outra coisa, mas precisei acreditar naquilo, nem que eu tivesse que fingir a mim mesmo, que suas palavras fossem verdade.

Aquela conversa deu-me o direito de mais vezes nos encontrarmos. Encontramos. De início eram somente suplicações, mas depois, nos entendemos e ela retornou pra casa. Élder, nós não vimos mais. Mas, o que eu via e sempre era o desejo constante de Ana em querer que Cleuza saísse de casa. Com receio de perdê-la, resolvi acatar sua decisão. Cleuza saiu. Douglas como já estava com quase os quatros anos, fomos conversando com ele. Foi difícil. Mas, ao decorrer do tempo, ele foi vagarosamente aceitando.

As coisas aparentavam entrar no eixo. Entretanto com três meses levando-nos a vida conjugal, uma correspondência chegara a nossas mãos. Era um intimado da justiça. Abrimos e tivemos que contratar um advogado. Era Cleuza que entrara na justiça querendo a guarda de Douglas. Que Bomba! Cleuza era a mãe biológica de Douglas! Tivemos que ir atrás de Élder, para sanar algumas coisas que ficara pendente em nossas cabeças, mas não o encontramos. Descobrimos que ele havia falecido. Que espanto! Era ele a nossa esperança de desmascarar Cleuza. Enfim, o que poderia-nos surgir como uma luz no fim do túnel, surtiu ao contrário, a audiência está marcada e será daqui a dois meses. Tempo fumigatório!  Pois, enquanto o tempo não chega, eu vejo nos olhos de Ana o desespero pela chegada, sem poder ao menos de nos protegermos disto. Não que eu esteja louco, mas às vezes me pego olhando pela janela da sala, como uma criança desesperada aguardando alguma solução, afinal, estou feliz por ter Ana de volta, mas eu juro, não quero perder Douglas por nada nesta vida! Ele já faz parte da minha vida! Ele é a minha família! Não consigo imaginar passar pelos cantos da minha casa e um dia (que Deus nos proteja!), não quero deixar de encontrá-lo com aquele jeitinho angelical correndo atrás de nós despertando o carinho que Deus sabe e tanto o quanto temos a dar a ele.


Dicas infáliveis de como escrever um livro



Escritor, quem é ele?

Você alguma vez, diante de alguma cena de: filme, novela, peça de teatro ou livro já parou para pensar o que leva o autor a escrever a tal cena?
Pois, é aí que possa estar a explicação à quem realmente deseja saber o que é afinal, um escritor...
Escritor é o cara abusado, onde aposta de tudo do que passa à sua mente, pra uma viagem mental, transportando o mundo fictício para o papel. Um abuso, onde dá vida a personagens, chegando a ponto de criar terras imaginárias.

O escritor é o cara que não pode apenas abusar da imaginação, mas sim, fazer do mundo do faz de conta, uma crença.


É o desafio que ele tem que imaginar que realmente está viajando. Uma viagem sem medo, sem receio. Uma viagem que para se acrescentar ainda mais, precisa contar com dois fortes ingredientes: o tema (aquilo que realmente ele quer expor) e os personagens.


Tema: é o primeiro passo. É a origem do assunto, a qual você comentará ou falará na trajetória da sua obra.


Criando a ficção

       1)           Passear
       2)           Ouvir músicas
       3)           Sincronizar em tudo do que acontece ao teu redor
Isso, ajuda e muito a se reconciliar em escrever o livro.
Para o escritor, além desses dois ingredientes, é importante conhecer já de cara, quem são seus personagens, além do local que ocorrerá a história. Assim, como o final da ficção. Pois, é contando com o último recado que ele saberá o que realmente desejará mostrar ao leitor.
Saber o final, é o passo fundamental. É a bússola pelo trajeto que o escritor está tomando. Mas também é a contrapartida que ele não precisa levar aos pés da letra, fazendo a história acontecer como andou-se prevendo desde o início.
De acordo com a trajetória, tudo é possível mudar, desde que seja para um clima mais forte. O importante é não ficar adiando o que deve acontecer.
Outro ponto positivo é um dia sem compromisso com o auxílio do papel e caneta, criar em forma de rascunho, cenas de tudo o que realmente deseja que aconteça. Dando assim, vida à poderosa: cena cronológica.


Cena cronológica: é aquilo exposto ao papel em forma de rascunho, no qual realmente o escritor deseja que aconteça no livro.
·         Quem deve morrer
·         As armações e contra-ataques dos personagens
·         Os alertas dos coadjuvantes
·         O momento romântico da história
·         Se vai ter briga ou guerra, descrevê-lo como quer que aconteça


Essa etapa pode levar semanas, mas não há problema. Nela podem ser acrescentadas cenas onde o autor já pode ter visto em algum lugar, novela ou caso falado por algum conhecido ou mídia.
Após isso, em clima de quebra-cabeça, atenciosamente averigue por etapas, quais as cenas deverão acontecer primeiro e os que deverão vir adiante. Sem esquecer de como deve começar a história, criando assim a cena: sequencial.

Cena sequencial: são as cenas, onde o autor baseados nas cenas cronológicas, dará veracidade a história. 

Dando origens: às falas, sentimentos e ações.



Diálogo: a propaganda da ficção


O personagem precisa falar, agir, negociar no que realmente necessita para alcançar o seu objetivo. Agindo para se defender dos obstáculos que o vilão ou a ficção lhe causará.




Portanto, para isso, o escritor também precisa distinguir os personagens, como:

·         Protagonista: engano de quem pensa que é o mocinho. Protagonista é o personagem mais falado, ou vivido da ficção. Lógico o inimigo do vilão.
·         Antagonista: o famoso vilão. É o cara que necessita cativar o leitor, o por que, que realmente ele é mal, afinal, ele precisa ter um motivo. Tipo: egoísta por um objetivo, na qual, ele quer, porque, quer alcançar.
·         Desejoso: é o personagem que no decorrer da história, pode mudar, do bonzinho para o mau, e assim, vice e versa. Palpite, a qual serve para os citados acima.
·         Coadjuvante: é o personagem ombro amigo do (a) protagonista/antagonista. Aquele que além da boca, corpo e mente, mostra a existência dos tais.
·         Terceiros: nas telas, são chamados de figurinos. São os personagens, nos quais, não damos muita importância, mas que no decorrer da história nos auxilia em chegar num determinado ponto.

Fora, desses termos, o autor fica livre para também junto da sua memória começar a criar como são: fisicamente e emocionalmente os personagens. Pois, eles são as caricaturas da sua visão para o leitor. Se é: loiro, moreno, alto, baixo, atrevido, honesto, romântico, avassalador ou etc.


Pronto, a história está rolando.
Rolou outro tipo de cena, no meio do auge, podemos modificar a história? Pode, desde que seja para dar mais vida ou ação. Mas cuidado, para não deixar a história cansativa!
Pronto, a história foi contada.
Cuidado! A história contada, jamais deve ser confundida com um livro pronto.

História contada: é quando o escritor cheio da ansiedade de terminar o livro, se empolga ao perceber que já expôs no computador ou no material, toda a história da qual havia na mente.



Livro pronto: missão cumprida. É quando o autor segue os conselhos abaixo:


·         Antes de qualquer coisa, procure ler e reler a história. Sobre uma leitura cautelosa, eliminando as palavras que não fazem efeitos.
·         O diálogo, de preferência: um conto real. Uma pronúncia como se alguém estivesse falado.
·         Averiguar se realmente uma cena se encaixa a outra.
·         Se o mesmo personagem não aparece ao mesmo instante em vários pontos da história ou da fictícia cidade. Principalmente se ele não aparece com peças de roupas diferentes.
·         Se estiver, corrige-o! Não tenha medo. Não considere isso como uma burrice, pois, os melhores escritores, cometem isso.
·         No CPU, redigite por cima. No papel, reescreva numa folha e cole-o por cima.
·         Finalizados os equívocos acima, mostre aos amigos, principalmente aos sinceros, afinal são eles, os mais importantes neste momento.
·         Finalizado, garanta o direito autoral. Registre-o. Em seguida, procurando um profissional de português ou literatura para o serviço de correção. 

Se arrisque! Depois do livro pronto, aí sim, encaminhe as editoras.
Isso, é real. Primeiro, mostre o seu potencial. Depois, as portas, as próprias editoras abrem a você.
Frequente lugares onde há seguidores como você. Tipo: eventos literários, lançamento de livros ou gêneros assim. Geralmente, muitos não dão valor, mas isso, acontece e muito na cidade. Procure ir a encontros de escritores.
Uma boa vantagem aos dias de hoje, é a divulgação das obras ao: blog, orkut, facebook, myspace e outros, que a globalização nos ofereça.
Tenha em mente a sinopse da sua obra e dicas importantes, das quais, entusiasme as pessoas a quem esteja conversando contigo, pra conhecer sua obra.

Capitulando a história

Uma boa dica é usar esse método, já de intermédio à cena sequencial, em pautas dos fatos mais importantes, capitulando-os.

Auto – auxílio

Um dicionário, lista de sentimentos ou ações da qual você já tenha lido em outros livros, sempre é bom tê-los em mãos. Isso, o ajudará e muito na hora em que estiver escrevendo.
Sinônimo é uma ferramenta e tanto.
 

domingo, 8 de abril de 2012

Biografia de Rogério Rodrigues

Rogério Rodrigues da Silva
(escritor, contista, poeta, cronista e romancista)

MSN: escritor_rogeriorodrigues@hotmail.com
Data de nasc: 25/07/1978
Naturalidade: Mogi das Cruzes/SP
Estado civil: solteiro
                                           Escolaridade: 4º semestre de Letras



                                             
Atividade atual
Carteira registrada: professor da rede pública de São José dos Campos
                                                                            
                                                                                  Vida Externa:



Presidente da Cia Cultural Farol São José/ Imortal da Academia Valeparaibana de Letras & Artes – Cadeira nº 20/ Escritor dos livros: Menina dos Seus Olhos (romance), Contos & Descrenças (antologia de única autoria), Mistologia (antologia de única autoria – processo de correção) e em andamento: Sombras do passado (romance) e Acróstico Poético. Autor da peça-teatral “As Bicharadas” e do curta “A Mal Amada”.



Experiências convividas

Jun/2001 a Jul/2003 – Fundador e Presidente da Associação dos Moradores do Conjunto Habitacional Elmano Ferreira Veloso, zona sul da Cidade.

Fev/2001 a Jul/2003 – Líder estudantil da E. E Moabe Cury, zona sul de São José dos Campos.

1° Semestre/2002 – Professor do Programa Não Governamental – Alfabetização Solidária, na E. E Moabe Cury.

Fev/2002, Jun/2002 e Set/2002 – Realizador de excursões particulares: às praias, cachoeiras e Zoológico de São Paulo.

2° Semestre/2003Professor do Programa Não Governamental – Alfabetização Solidária, na EMEF Profª. Therezinha do Menino Jesus Soares do Nascimento.

Set/2004 a Jun/2008 – criação do romance: MENINA DOS SEUS OLHOS.

Set/2007 – cursou o “Workshop - criando roteiros”, oferecido pela Livraria Literacia (carga horária: 50 horas)

Jul/2009 – Out/2009 – criação do segundo romance, “Sombras do Passado”, atualmente em andamento, onde deu pausa, criando a obra Contos & Descrenças.

Ago/2009 – Juntos de outros escritores, coreógrafos, teatrólogos fundou-se a Cia Cultural Farol São José, instituição da qual é atual presidente.

Mai/2009 a Set/2009ministrou a palestra “Como escrever um livro”, nas redondezas por onde mora, mediante as técnicas desenvolvidas em aprendizagens das próprias obras.

Out/2009 – coordenador do “Evento Cultural – Encontro Literário da Zona Sul”, na E. E Moabe Cury. Evento da qual destacou obras de “escritores Joseenses”, junto de trabalhos literários colhidos da comunidade. Trabalhos, onde após o evento, percorreram a Faculdade Anhanguera e a partir de 03/Nov/2009 na Câmara Municipal de São José dos Campos/SP. Onde, em outubro de 2010 deram origem à 1ª Antologia do Encontro Cultural Elmano Veloso, numa parceria de todos os participantes de 2009.

Mar/2010 – Lançamento do livro: “Contos & Descrenças”, em São José dos Campos/SP e o surgimento do convite “aspirante” à AVLA – Academia Vale Paraibana de Letras e Artes, cuja, sede fica em Taubaté, mas abrange todo o Vale do Paraíba. Nesse mesmo período, também, pela autoria do vereador Cristiano Ferreira (PV), junto de outro escritor Joseense recebeu o Diploma de Reconhecimento Público na Câmara Municipal da própria Cidade.

Abr/2010 – Surge novos contos, dando origem à obra “Mistologia”.

Jul/2010 – Através do Instituto Cultural Sapucaia (Jacareí), cursou o workshop “como montar um curta” (carga horária de 27 horas), na qual participou de assistente de produção do curta “O.P. S - Otário, Pilantra e Solidário.”

Jul/2010 – Junto dos demais integrantes da atual Academia Valeparaibana de Letras e Artes foi um dos coordenadores do evento: II Congresso Literário & Artístico – “O Escritor e o Artista no mercado de trabalho”, realizado na Faculdade Anhanguera de São José dos Campos/SP, cujo em 26 de agosto de 2010, ingressou-se no curso de Letras.

Out/2010 – Em parceria com os grupos culturais: Valefoco, AVLA (Academia Valeparaibana de Letras & Artes), Cia. Farol São José, Programa Estadual Escola da Família da E.E Moabe Cury e o grupo de teatro Tripolouco realizaram o II Encontro Cultural Elmano Veloso, em dia 17.10.2010.

Nov/2010 – Tornou-se IMORTAL da Academia Valeparaibana de Letras & Artes. Nesse mesmo mês, recebeu o “Diploma de Honra ao Mérito ao Destaque do Ano Raimundo Nonato”.

Fev/2011 – Tornou-se Subdelegado da Academia Valeparaibana de Letras & Artes (AVLA).

Mar/2011 – Em parceria com a Academia Valeparaibana de Letras & Artes e Cia Farol São José coordenou o evento “Noite da Menção Honrosa Valeparaibana” aos artistas e autoridades regionais que incentivam ou apoiam a Cultura no Vale do Paraíba. Cria o projeto do curta “A mal amada.”

Abril 2011 – criou os poemas acrósticos, denominando-los de: “Acróstico Poético”. Uma obra que através de pessoas ou lugares importantes da sua vida, narram as origens e as importâncias dos mesmos, a vida do autor.

Jul 2011 – Cria a peça teatral “As Bicharadas”. Mesmo período do qual se ingressa como professor da rede pública de São José dos Campos/SP.